quarta-feira, 25 de abril de 2018

Meu Trevo

                                                   Imagem: Google
 
Minha vida mudou como num estalar de dedos, mudei tão de repente, tão sublimemente... e tudo por conta da tua chegada!
Vieste como um trevo “de quatro folhas”, me trazendo sorte, alento, entendimento e fé!
Tu salvaste minha alma, meu eu! Tu és a vida que chamo de minha!
Agora, estou pronta, madura, completa!
É um apego bom, um gosto gostoso de ser amparo e proteção.
Sou desafiada todos os dias pelo teu olhar, pela tua voz e teu sorriso bobo; então, volto a ser menina aprendiz.
Tu és meu paradigma imperfeito, meu juízo sem freio, tu és meu descanso, minha paz, minha exatidão de amor.
Por você me precipito, me atiro, sou andorinha perdida, me montando e desmontando, ficando dividida e inteira, ao passo que faço e refaço quem sou.
Sonhei com teus braços e abraços, com tua face e teus beijos, imaginei os teus traços e temperamento, arquitetei teus olhos; sempre quis você pra mim.
Tê-lo é um estado de contentamento pleno.
Assim, se você chorar eu te abraçarei, se cair eu te levantarei, se ficar triste eu te afagarei, mas quando eu estiver boba, não se arrede, disfarce! (risos)
Quero ir contigo pra qualquer lugar, beijar o mar, parodiar o sol e escorregar na chuva! Sem explicação pra coisa alguma, sentindo apenas a plenitude de termos um ao outro.
Quero te orientar, te dar esperança, te ajudar a fazer planos; quero sentar contigo na varanda, contemplar as montanhas e ouvir você me chamar para brincar.
Quero tua companhia, e te ensinar a ser poesia, menino cheio de perspectiva, desabrochando com simplicidade e quietude.
Quero ser tua amiga, aquela fiel, leal, que tens como porto, como amparo e extensão.
Então serei completa, tendo você como meu trevo; aquele “de quatro folhas” que carrego como expansão da confiança e do amor que existem em mim.
Amarei você por toda minha vida!

Meu menino, Isaac!

                                                     By Anne Alves

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Venha


                                                     Imagem: Google
Pode vir sempre;
Venha sem pressa, sem tropeço, venha calmo, ou sendo ventania, prefiro que venhas manso e leve, mas, do jeito que estiver, venha!
Venha sempre que desejar, que precisar...
Venha quando o medo bater, quando a saudade doer, quando a alegria chegar!
Pode vir, venha sempre;
Pra rir, chorar, desabafar, apenas para abraçar, para falar ou não dizer nada; mas, venha!
Venha quando quiser respirar o amor ou a liberdade; a vida, às vezes, dura um segundo e o tempo é cruel, talvez a sua vinda não dure nada ou prolongue-se numa eternidade...
Venha para deixar subentendido, venha para deixar escancarado!
Venha ser abstrato ou perceptível, venha com suas ideias ou nenhuma delas.
Venha nos dias de angustia ou felicidade plena!
Se a chuva cair e o sol não sair, venha assim mesmo!
Venha sendo exato ou indeterminado, mas venha!
Porque no fim, o que eu quero mesmo,
é você em mim!

Por Anne Alves

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Por ora, ficarei na minha chuva!

                                                                                                     Imagem: Google

Hoje estive pensando... E calada no meu canto, ouvindo a minha própria voz e entrelaçada aos meus sentimentos modestos, fui me sentindo boba, meio tola; isso por conta da entrega insana que costumo dar as pessoas que me cercam, acho que esse é o ônus da verdade inteira, da confiança sem medida.

Talvez isso soe triste, mas tenho pensado que entregar-se sem reservas é uma estupidez, fico atrapalhada e bagunçada nesses adágios sobre a minha relação com o outro e penso: “Deve mesmo ser tudo uma grande parvoíce!”.

Deve ser porque estou deixando de acreditar nas pessoas, afinal de contas, até onde elas se mostrarão abstratas? Será que a entrega tem sido solitária e só agora estou me dando conta?

Pensava e me questionava... E se eu não me importasse tanto? E se eu me valorizasse mais? E se eu não levasse tanto a sério? E se eu me calasse? E se amanhã não for nada disso?

E se... E se... E se...

Não sei! Só tenho pena do tempo entregue, da veracidade extremamente doada, da visão cheia de luminosidade tentando apalpar um contato fiel.

Tenho pesar pela presença que talvez se transforme em ausência, cansei de ficar com o olhar pidão na direção de quem finge não me ver.

Assim, por ora, ficarei na minha chuva, vou me molhar um pouco, para quando meu sol sair ou se esconder, porque amanhã pode ainda estar nublado, descobrir o que ainda sobrou de todas essas experiências, então decidirei se regressarei com reservas ou sem elas.

By Anne Alves

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Desabafando!!!

Antes, na minha insignificância, acreditava que todo mundo só deixava de fazer determinadas coisas por alguém quando o desejado não estava ao seu alcance ou a oportunidade não batia na porta. Enganei-me?! Ou reafirmei o que outrora já passeava por minha mente?! 

Hoje, descobri que realmente fazer o bem não está ao alcance de todos e que existem pessoas que não conhecem o significado da palavra oportunidade e muito menos de criá-la. Para isso é preciso adaptar-se ao respeito e a valorização, que são adjetivos para substantivos próprios que entendem que o outro é um ser único, merecedor e capaz de adquirir a sua dignidade. Seja por meio da oportunidade que surge ou da que você faz acontecer.

Pensava que olhar pra frente e buscar a melhoria para o que não vai bem fosse o alvo de todos os envolvidos com aquele meio. Aff, despenquei do barranco com a cara no chão quando comecei a entender o porquê das boas ações sem interesse não acontecerem. Entendi que a gente só ajuda o próximo se a bondade de Deus nos alcançar. Entendi também que quem tem boca fala o que quer e não se responsabiliza pelos falsos que levantam. Entendi que amar é o verbo que conjuga o homem. Sem amor as ações são mornas, a luz vira escuridão e o som se converte em silêncio, e isso, às vezes, dói, desespera, choca!

Sai por ai e depois de correr por alguns trechos, conhecer pessoas e lugares, compreendi que somos tão pequenos, ingênuos e utópicos. Vi gente grande se fazendo criança e tanta criança que mais pareciam gente grande! Vi tanta gente achando que é o rei da cocada preta e tanta cocada de coco disfarçada de licuri.

É mesmo muito triste agarra-se ao “não posso”, “não vai dar certo”, “nem vou tentar...” é triste ver uma andorinha querendo fazer verão sozinha, é triste olhar para os cantos e ver que aqueles que deveriam batalhar por quem ainda é menor, se omite com medo de lutar.

Mas, onde está a utopia, em mim ou neles? Sei lá!

By Anne Alves

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Outro dia falo de amor

Somos todos dotados de defeitos e qualidades. Temos paciência e limitações, e muitas vezes arriscamos sentimentos de carinho por outros seres que também possuem deformidades como nós.
Aí nos deparamos com um tantão de decepções e arrependimentos que nos fazem calar o ensejo porque falar às vezes, é mais ferino. O pasmo com determinados comportamentos transformam a gente em seres humanos crus. Porque a tolerância de repente vai embora e já não temos mais a paciência que outrora se fazia senhora da razão, o limite chegou e queremos mesmo é mandar todo mundo pro inferno, por mais que saibamos que isso não é bonito, nem prudente.
É que as fichas vão caindo e vamos enxergando o que antes não se via. Até sabemos que convivência é conhecer com detalhes, e reconhecer que somos imperfeitos, contudo, existem valores que não se podem perder com a aproximação, há comportamentos que nos acompanham em qualquer situação, eles nos retratam em ações e reações.
Por esta razão, por acreditar que somos o resumo das nossas ações é que devemos sempre agir com verdade, então fale, esboce, rebata, cobre, jogue limpo... Falar pelas costas não vai resolver nada e o pior, quando achamos certas coisas sobre alguém, certamente este alguém também acha certas coisas sobre nós. 

No fim das contas, ninguém é perfeito pra ninguém. Tudo pode ser recíproco, inclusive a indiferença, o pior mesmo é fazer-se de desentendido, pois, a frieza dos sentimentos cozinhando em uma panela que não tem pressão é como uma comida que ficará dura. 

Somos errôneos, cheios de defeitos e neuroses, porém têm atos que impulsionam a defesa e vamos sempre nos desfender, acredito que essa é uma reação normal de todo ser humano, temos valores, certezas, utopias, o gênio, o temperamento e a convicção de que aquilo que suspeitamos é real. Isso certametne se chama desconfiança! O que nada mais é do que a ação devolvida pelas inúmeras vezes em que vimos à falsidade mirar o alheio. Assim, iremos sempre agir com a intenção da defesa.
Então, aquela decepção que citei no início se acentua e queremos e preferimos ficar longe, pois a aproximação desce salgada e insossa e cada olhar atravessado é mais uma certeza de que estamos no lugar errado e com as pessoas erradas!
E se permanecermos assim, sem resolver o que está engasgado o afastamento é certeiro e os sentimentos se minarão. Estamos à beira do abismo, talvez a aproximação extrema tenha nos afastado!

Hoje estou pensando assim, outro dia eu falo de amor!
By Anne Alves

sexta-feira, 13 de março de 2015

Clame por Ele*


 
Na adversidade nos sentimos inseguros, desorientados e presos ao sentimento de injustiça ou culpa, é exatamente nesses momentos que devemos nos lembrar de que nada acontece por acaso e que talvez quando Deus não muda a sua situação é porque talvez, ele esteja usando essa situação para mudar você!
A vida na terra é cheia de atribulações, contudo, quando nos cercamos do amor de Deus podemos entender que somente rendidos a Ele conseguiremos saltar o medo e transformar a frustração em degrau de sabedoria.
Busque a Deus, ajoelhe-se e fale com seu Pai, Ele te ouvirá. Renda-se a Cristo, chame por Ele.
Não importa o que você fez, nem o que você é ou ao menos o que tem... Ele espera por você, Ele quer estar perto de ti, quem sabe Ele esteja esperando somente isso para transformar ao seu dia escuro em claridade plena?!. Clame por Ele!
No mais, “O próprio Senhor irá à sua frente e estará com você; Ele nunca o deixará, nunca o abandonará. Não tenha medo! Não desanime!” Deuteronômio 31:8

By Anne Alves

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Te amo!


 
Sonho com você e meus lábios se abrem num sorriso.
Penso em você e quero viver mais.
Você é um puxão que a vida me dá
É a fonte viva de ar que me faz ganhar a paz de ver a chuva que cai.
Sonho com você e vejo meu mundo inteiro numa alegria que se encontra com um beijo seu...
Acordo e penso em você! E ganho o dia, não dá pra evitar.
Penso em você e não dá pra esconder, és meu sol, minha lua e cada gota que molha o meu ser.

Incrivelmente, te amo assim!

Anne Alves

sábado, 12 de abril de 2014

Aos meus raios verdadeiros


Amigos são raios de luz que caem na vida da gente e ficam... Quando verdadeiros. Sim, porque quando eles assim são, ficam amarrados na gente, se laçam e os nós não desatam nem com a distância.

São seres que sentem a sua dor no olhar, se entregam e choram quando você diz sofrer. Criaturas que se permeiam na sua história e fazem a sua vida se misturar com as delas.

Amigos que guardam papéis, fotografias, lembranças... Que se importam com você e guardam as suas monossílabas como características também de amor. São aqueles indivíduos que vêm a sua mente quando você quer conversar, segredar, dar mil gargalhadas ou derramar algumas lágrimas.

É um amistoso perfeito para carregar no peito e sentir-se rico; é uma sinfonia de sons que se arrastam por sua vida e fazem dela um show particular, só para os íntimos, só para os amigos.

Pessoas que a gente dá o sol, a lua... E quando menos imaginamos eles voltam enrolados num papel brilhante com um bilhete escrito: “Amor a gente retribui”. Ai você dá aquele sorriso e pensa: Como é bom tê-los! Que sorte tive ao encontrá-los!

Aryanne Alves